sábado, 13 de fevereiro de 2010

Dividido em subgrupos, Cordão da Bola Preta é homenageado

13/02/10 - Terra

Diferenciado, o Cordão da Bola Preta, bloco mais tradicional do Rio de Janeiro, atrai um grupo devoto de fãs. Assim, formam-se uma série de subgrupos que homenageiam o bloco, devidamente uniformizados e com suas próprias canções.

O que se vê no Cordão da Bola Preta é uma série de pequenos blocos e performances de organizados foliões, o que dá uma aparência diferente ao cordão. "Nosso grupo chama Bonde da Alba, somos um dos muitos grupos que homenageiam o Bola Preta", disse Alex Moraes, 46 anos, diretor desse subgrupo.

A previsão é de que a festa tenha duração de cerca de seis horas. No ano passado, a polícia chegou a estimar em 1,5 milhão o número total de foliões no entorno da Cinelândia.

Na avenida Rio Branco, próximo à avenida Presidente Vargas, o Bola Preta deveria parar. Até parou, mas os foliões invadiram a Presidente Vargas, causando um grande congestionamento na região. Depois de muita discussão, a Guarda Municipal do Rio decidiu fazer um desvio para os veículos no cruzamento com a avenida Passos, evitando assim que os carros se encontrem com os foliões.

Até as 11h30, dez pessoas havia recebido atendimento médico, devido ao calor e ao excesso de álcool. A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) realiza operações Choque de Ordem para coibir os foliões dos blocos de Carnaval de urinarem na rua. Até as 11h30, 17 pessoas, entre elas uma mulher, foram detidos na rua México, durante o desfile do Cordão da Bola Preta, e encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia (Gomes Freire).

Guardas municipais também desmontaram um esquema ilegal de três homens que cobravam a entrada em banheiros químicos, disponibilizados à população gratuitamente pela prefeitura. Na rua 13 de maio e na rua Álvaro Alvim era cobrado R$ 0,50 a entrada. Já na rua Alcino Guanabara, a entrada era R$ 1. Eles foram detidos e levados à 5ª Delegacia de Polícia.

As Rainhas Renata Nascimento e Beatriz Monteiro a Princesa Priscyla Vidal a Musa Keila marcaram presença na festa.

Conhaça o bloco
Um dos mais antigos blocos de Carnaval do Rio de Janeiro, o Cordão da Bola Preta existe desde 1918 e sai na manhã do sábado de Carnaval pelas ruas do Centro do Rio.

O cordão do Bola Preta é tão cativo e importante que se tornou uma instituição carioca, sendo um dos poucos que tem sede própria para ensaios e saídas.

O bloco surgiu na passagem do ano de 1918 para 1919, e traz no repertório marchinhas como Quem Não Chora Não Mama, que virou o hino da agremiação desde 1961.

Também desfilam sobre o caminhão a Rainha do Carnaval do Cordão do Bola Preta, que este ano é a estudante Flávia Lopes, 23 anos. O bloco não tem camiseta oficial nem fantasia obrigatória, mas muitos foliões usam roupas ou fantasias brancas com bolas pretas. A nova rainha vai desfilar ao lado da madrinha do bloco, a cantora Maria Rita, e da porta-bandeira, a atriz Leandra Leal.

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