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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sons da Nova apresenta Maria Rita

Nova Brasil



No próximo dia 23 de outubro, o Projeto Sons da Nova leva ao HSBC Brasil, em São Paulo, única apresentação de Maria Rita. O show, promovido pela Rádio Nova Brasil FM, faz parte da turnê do novo CD da cantora, “Coração a batucar”.

Para o novo álbum, Maria Rita optou por um trabalho “quase ao vivo” realizado em estúdio. É um disco de sambas que foi gravado como um tradicional encontro de sambistas de roda dos terreiros, com os músicos envolvendo o cantor, todos juntos no mesmo estúdio, e foi evitado, ao máximo, qualquer conserto posterior de “sujeirinhas sonoras” que pudessem surgir.

Os arranjos foram conduzidos pelo experiente Juca Moraes. Já a roda de samba ficou por conta de músicos como Davi Moraes (guitarra), Alberto Continentino (baixo), Wallace Santos (bateria), Rannieri Oliveira (teclados), Marcelinho Moreira e André Siqueira (percussão).

Data: Quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Horário: 21h30 – A casa abre 2 horas antes do espetáculo.

Duração: 90 min. sem intervalo

Classificação: 12 anos

Adolescentes com 12 e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados de pais ou responsáveis legais). 14 anos em diante: permitida a entrada desacompanhados.

Local: HSBC Brasil – São Paulo (SP) – http://www.hsbcbrasil.com.br

Rua Braganca Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio

Capacidade: 2.270 lugares

Ingressos: de R$ 100 a R$ 240, com meia entrada

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Soltinha no palco, Maria Rita é maturidade e autoconfiança, além de muito samba.




Texto Laura Coutinho, editora do Donna. Foto Charles Guerra, Agência RBS

Maria Rita é luxúria, beleza e entrega. Os shows anteriores da intérprete já indicavam tais atributos, mas eles nunca estiveram tão evidentes quanto no show de Coração a Batucar, apresentado ontem para um Espaço Floripa lotado. Mais tarimbada, completamente solta, bailando com um vestido de paetê verde e rosa e cabelos soltos, Maria Rita domina o palco como ninguém.

“Eu não nasci no samba/Mas o samba nasceu em mim” foi assim, meio explicando sua relação com o estilo que Maria Rita abriu pontualmente o show. A música batizada de É Corpo, é Alma, é Religião foi de fato escrita para Maria Rita por Arlindo Cruz, Rogê e Arlindinho. Alternando canções do novo e sexto álbum Coração a Batucar com Samba Meu, o primeiro álbum dedicado ao samba da cantora, de 2007, Maria Rita fez um show pra dançar. Entre os bons momentos, a interpretação de Saco Cheio e No Meio do Salão. Resolvida, em Mainha me Ensinou, letra dela, Maria Rita canta: “Ainda me lembro com clareza, o que mainha me ensinou, a respeitar a natureza, pela fartura sobre a mesa, agradecer ao criador, sempre andar num bom caminho”.


Na metade final, ela pede aos espectadores das cadeiras em frente ao palco que levantem e tudo vira Carnaval com Do Fundo do Nosso Quintal e Tá Perdoado, ambas de Arlindo Cruz.

Os críticos alegam que Coração a Batucar traz “sobras” de Samba Meu. Na verdade, para o ouvinte um pouco mais atento, o álbum tem momentos bem diferentes e mistura ao samba outros ritmos, como o jazz. Já no palco, acompanhada por ótimos músicos – destaque paraDavi Moraes (marido de Maria Rita e filho de Moraes Moreira, na guitarra), Alberto Continentino (baixo) e Rannieri Oliveira (teclados), fica óbvia a maturidade e a autoconfiança do novo momento.


Momento clichê: é, realmente, inevitável lembrar de Elis. O requebro dos quadris, os braços balançantes no ritmo da música e a sempre presente emoção. Indignada, irônica, fogosa ou faceira, todos os humores passam pela interpetração da artista, que faz o show parecer muitos mais do que um momento para apreciar acordes ou timbres. No quesito palco, Maria Rita não tem concorrentes.



Dica boa: Maria Rita segue em Santa Catarina.
Neste sábado às 20h, ela abre o Festival de Música de Itajaí

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fotos Natal RN - 28/08/2014


MARIA RITA - No show Coração a batucar

28 de agosto de 2014

Sete anos depois de Samba Meu, Maria Rita acaba de lançar Coração a Batucar, sua segunda incursão pelo mais brasileiro dos gêneros musicais. Com direção da própria Maria Rita, a cantora conta que não pretende fazer deste show uma réplica do novo CD, mas o foco é o samba. “O samba permeia minha carreira desde o início. Por isso, além das novidades de Coração a Batucar, trago canções do Samba Meu e outras desses 12 anos de estrada. Sou madrinha de bloco, desfilo em escola de samba no Rio e em São Paulo. Já avisei no Facebook que esse disco é para se acabar de dançar, sair com bolha no pé", brinca. Os figurinos são do estilista e parceiro de longa data, Fause Haten, que pela primeira vez, também assina os cenários de um show. A iluminação fica a cargo de Samuel Betts, o figurino da banda é de Gilda Midani, a execução da cenografia é da Tiba Produções, de Esequiel Jr. e Mara Cesar, e a produção geral é da Tribo Produções. “O cenário é surrealista e ao mesmo tempo minimalista. Está bem diferente de tudo o que já apresentei, mas é um show que poderei levar para qualquer lugar”, afirma. Aos que perguntam se é uma volta ao samba, sete anos depois de seu primeiro trabalho dedicado integralmente ao gênero, Maria Rita responde primeiro com os versos de É corpo, é alma, é religião, a faixa de Arlindo Cruz, Rogê e Arlindo Neto, que encerra o disco: “Eu não nasci no samba, mas o samba nasceu em mim”. Depois, ela completa com a sua própria história: “É uma coisa intra-uterina. Minha mãe adorava sambas e gravou muitos. Eu sempre estive aqui. Não posso estar voltando de onde nunca saí”.