25/11/10 - O Globo
Acontece nesta quinta-feira, no Vivo Rio, a quinta edição do Accenture Performances, que reúne uma orquestra de jazz norte-americana, um time com alguns dos melhores instrumentistas brasileiros e a presença de Ney Matogrosso, Maria Rita e Hamilton de Holanda, como convidados especiais. Nesta noite especial, que tem a assinatura de Sérgio Cabral, acontecerá uma homenagem ao choro brasileiro, representado pelas canções de um de seus maiores intérpretes e autores, o mestre Pixinguinha, e ao jazz norte-americano, lembrado pelo repertório do gênio Louis Armstrong.
No palco, o encontro de gêneros será também um encontro de "bambas": uma das mais tradicionais orquestras de Nova Orleans, berço do jazz, a Preservation Hall Jazz Band; e um time de instrumentistas brasileiros de primeira linha, trocarão sons e notas musicais. Os espetáculos terão direção musical de Luiz Felipe de Lima.
- Quando Pixinguinha foi a Paris, nos anos 20, ficou fascinado com as jazz bands. Ao voltar ao Brasil, ele trazia um saxofone, que já foi uma tentativa de se adaptar à música que conheceu na Europa - diz Sérgio Cabral - . Ao gravar "Carinhoso" e "Lamento", Pixinguinha foi acusado de americanizado. Mas, certamente, Pixinguinha e Louis Armstrong tinham muito coisa em comum, além de terem vivido na mesma época, foram os grandes inventores da música de seus respectivos países - ressalta.
Os dois músicos se encontraram, de fato, no dia 27 de novembro de 1957, no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, por iniciativa do presidente Juscelino Kubitschek, que convidou vários representantes da música brasileira para almoçarem com Louis Armstrong, na época, apresentando-se no Brasil.
- Aquele foi o primeiro encontro. O segundo é este que promovemos com a participação de alguns dos melhores músicos do Brasil e dos Estados Unidos - diz Cabral.
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