terça-feira, 9 de junho de 2009

(papo de... jazzista) Ela gosta do chorinho da vila madá

07/06/09 - Revista da Folha

A norte-americana Esperanza Spalding, 24, escolheu nada menos que um enorme contrabaixo acústico como seu instrumento. Antes, tocou violino por dez anos. Compositora prolífica e dona de uma voz incrível, com pitadas de Erykah Badu e Michael Jackson, ela tem apenas um disco lançado ("Esperanza") e vem pela quarta vez ao Brasil, para abrir os shows de George Benson. Alguma ideia de como serão os shows no Brasil?
Não faço ideia. Nunca planejo! O que posso garantir é que será fantástico.

Você esteve por aqui no ano passado. Como foi?
Foi minha terceira vez no Brasil, a primeira foi em 2003. Na época, namorava [o músico] João Brasil [os dois se conheceram na escola de música Berklee, em Boston]. Em São Paulo, lembro de ter tocado no Sesc e no Bourbon Street, e também de ter visto apresentações de chorinho naquele bairro adorável, como é mesmo o nome? Ah, Vila Madalena!

Qual a sua relação com a música brasileira?
Fundamental. Milton Nascimento, ao lado de Wayne Shorter e Stevie Wonder, é uma das minhas grandes influências. Falo um pouco de português, em grande parte graças às letras das músicas. As pessoas me ajudavam quando fui ao Brasil. Ter namorado um brasileiro também foi bom.

O que você tem ouvido?
Hoje estava ouvindo aquela incrível cantora brasileira Maria Rita [cantarola um pedaço de "A Festa", composta por Milton Nascimento], além de Nefertiti e John Coltrane.

para conferir

George Benson e Esperanza Spalding.
Via Funchal. R. Funchal, 65, Vila Olímpia, tel. 2198-7718. 3.071 lugares. Hoje e amanhã: 21h. 160 min. Livre. Ingr.: R$ 70 a R$ 350 (estudantes: R$ 35 a R$ 175). CC: D, M e V. Valet (R$ 25). a d c t

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