terça-feira, 12 de maio de 2009

Na trilha do samba

12/05/09 - Zero Hora

Quando lançou o CD Kavita 1 (2006), Mariana Aydar foi saudada como mais uma mulher na defesa do samba, ao lado de Maria Rita e Roberta Sá.

Naquele CD, ela evocou sambistas históricos como João Nogueira, Leci Brandão e Eduardo Gudin. Para o desafio do segundo disco, a paulista se reuniu com os produtores Kassin e Duani disposta a não cantar sambas.

Ainda bem que, durante as gravações de Peixes, Pássaros, Pessoas, a artista de 28 anos mudou de ideia e incluiu no repertório ótimos sambas como O Samba me Persegue (de Duani, com participação de Zeca Pagodinho), Florindo (também de Duani) e Manhã Azul (Duani e Nuno Ramos). Sobra fôlego para Mariana pescar em outros gêneros. Há canções sensíveis, como Palavras Não Falam, da própria cantora, e há contundência em Nada disso É pra Você (Romulo Froés / Clima). Um dos destaques é Peixes, do darma lóver Nenung, que virou marcha com guitarras distorcidas.

Para ter uma ideia de para onde apontam as antenas de Mariana: ela agora está em turnê pela na Europa, e no seu MP3 estão tocando a música sofisticada do violoncelista Yo-Yo Ma e os sambas pé no chão de Roberto Ribeiro (1940 – 1996). É uma cantora que ainda vai dar samba. Ou canção, ou baião.

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