quinta-feira, 5 de março de 2009

05.03 - Diário de turnê (site oficial)

"GALERINHA BOAAAAAAAAAA!  O QUE FOI ESSE SHOW DE
CAMPINAS????????????????????????????????????
Eram 3500 bocas cantantes, bochecha com bochecha, cantando tudo,  dançando muito, felizes!  Que presente incrível que vocês me deram!   Eu, que entrei no palco tensa por causa do atraso (15 mins), logo  passei a embasbacada mesmo!  Tremeu tudo!
E me acabei de chorar em "Caminho das Águas"...  Tenho certeza que  alguém já deve ter colocado alguma imagem no YouTube!  Da-lhe  cantora tremendo a voz, perdendo os agudos, destrambelhada  lindamente!  Eu já vinha emotiva de outros assuntos hoje, quando a galera entrou com tudo cantando esta que, para mim, é uma das mais belas canções já compostas nos últimos tempos no Brasil.  Me permiti.
É muito bonito esse presente que é ver que, apesar dos pesares todos  que a vida nos coloca, para aquelas 3500 pessoas nada disso importa.   Não importam as trapaças, as canalhices, as mentiras, as  inseguranças, as horas mal dormidas...  E, por causa de vocês, nem  para mim.  Esse amor, esse calor impensado, gratuito, generoso  apagam todas as mágoas, nem que seja momentaneamente, naqueles quase  100 minutos de muita música.
Chorava de gratidão, de humildade na autoridade de me colocar no meu  lugar.  Chorava de gratidão pelo público ali presente.  Chorava pela  emoção à flor da pele, graças a Deus, que me permite perceber que  estou viva e sentindo tudo o que devo sentir.  Porque, por mais que  às vezes tenhamos sentimentos feios, esses também fazem parte do que  é ser humano, do que é ser gente, e eu não me podo mesmo, não me  censuro nos sentimentos feios.  Procuro, no entanto, o equilíbrio de  tais sentimentos com o otimismo, com o entender do belo, do milagre,  do forte.  Chorava quase de vergonha de ter só podido me despir  naquele momento.  Chorava pensando nos críticos que sarcasticamente  se perguntam- e me perguntam também -se meus choros são estratégicos,  teatrais: reafirmava para mim mesma que ali em cima não se mente;  logo, pensem o que quiserem pensar.
Chorava ainda mais diante do aconchego que o palco me dá, numa  extensão ensandecida do que é esse calor humano, esse bafo que vem  do público.  Afe, me lavou a alma.
Obrigada, com lágrimas nos olhos (novamente), por uma noite tão  forte, tão calorosa, tão memorável.  Obrigada por me permitirem que  eu simplesmente seja!
Com carinho,
MR

PS.: Me acabei de rodopiar também, visse?  E até pedi licença ao  público para prender minha vasta cabeleira num rabo de cavalo!   Perdi a linha mesmo, né?  Mas fazia um calor..."

Para lembrar: é possível acompanhar Maria Rita no twitter. Já conhece o micro-blog da cantora?

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